A spiritual perspective on little Aylan’s death

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I can’t recall having been so moved by a picture and a piece of news before. The image of little Aylan’s body washed up on Turkish shores stirred up a plethora of hard-to-describe feelings which immediately took the smile away from my face. I wasn’t alone in my grief: virtually anyone who came across that image felt that as a species we must be doing something very wrong.

Then, while reading about the story on Thursday evening, I looked at a couple of pictures of Aylan still alive as the smiley, happy child described by his father. I couldn’t help but thinking that maybe somehow his spirit knew what he would come to symbolise in his short but significant incarnation.

Maybe he was a happy spirit en route to accomplishing a noble task; a mission of collective consciousness raising. Following years of sluggish governmental response towards the contemporary migrant and refugee crisis, little Aylan’s death may well have been the darkest point before the dawn of a new perspective on the issue.

His short life and his tragic death raised our awareness of global inequality and acted as a stark reminder of our sheer lack of brotherhood. After him and his story, the world is calling for change.

Some of us are lucky enough to have understood that as immortal spirits we are only going through a human journey, and that life does not end with physical death.

Also, the recognition of greater cosmic laws governing our human existence helps us to endure the inevitable pain of physical mortality in a world where all fellow sentient beings are inexorably bound to experience some kind of suffering.

Spirituality, however, does not mean cold inaction or indifference. True spirituality is a living Love, a powerful silent act of compassionately embracing humanity and all of its predicaments.

Spiritual contemplation and meditation on greater truths strengthen us by bringing deep peace to our hearts and minds while at the same time compelling us to incarnate in our own lives the very values of brotherhood and compassion. We are urged to be helpful to earth and to mankind, but at the same time we understand that we can better do so from an unshakable place of equanimity.

It is only by holding a spiritual perspective on such apparent brutalities that we may find meaning in our human journey, with all its trials and pain, evil and inequality. Life on this Earth can sometimes look like a package of suffering to which we have subscribed and of which we are, to a greater or lesser degree, part and parcel.

It is only by raising our consciousness to the spiritual heights that we will be able to, along with all the great spiritual masters, free our hearts from the grips of our human pain, and work steadfastly for a better world with the serene and active comprehension that stems from the spiritual Light.

Syrian angel - image from Twitter/BBC
Syrian angel – image from Twitter/BBC

Uma perspectiva espiritual sobre a morte do pequeno Aylan

Não me recordo de ocasião em que tenha sido tão mobilizada por uma foto em um artigo de jornal. A imagem do corpo do pequeno Aylan afogado na costa da Turquia instigou uma enxurrada de sentimentos difíceis de descrever e que imediatamente roubaram o sorriso do meu rosto. Eu não estava sozinha em minha dor: praticamente todo ser humano que se deparou com aquela imagem sentiu que, enquanto espécie, devemos estar fazendo algo muito errado.

Então, enquanto lia sobre a história na quinta-feira à noite, me deparei com duas fotos de Aylan ainda vivo, como a criança sorridente e feliz descrita pelo seu pai. Não pude deixar de pensar que talvez, de alguma forma, o seu espírito sabia o que viria a simbolizar em sua curta mas significativa encarnação.

Talvez ele fosse um espírito feliz a caminho de completar uma nobre tarefa; uma missão de elevação da consciência coletiva. Seguindo-se a anos de respostas governamentais arrastadas para a crise contemporânea de migrantes e refugiados, a morte do pequeno Aylan pode muito bem ter sido o ponto mais escuro antes do alvorecer de uma nova perspectiva sobre a questão.

A sua curta vida e trágica morte aumentaram nossa consciência a respeito da desigualdade global, e atuam como um austero apontamento da nossa pura falta de irmandade. Depois dele e de sua história, o mundo está clamando por mudança.

Alguns de nós são afortunados o bastante para ter compreendido que enquanto espíritos imortais estamos apenas atravessando uma jornada humana, e que a vida não termina com a morte física.

Também o reconhecimento de leis cósmicas maiores governando a nossa existência humana nos ajuda a tolerar a inevitável dor da mortalidade física, em um mundo onde todos os seres sencientes estão inexoravelmente destinados a experimentar algum tipo e grau de sofrimento.

Espiritualidade, porém, não significa inação ou indiferença. A verdadeira espiritualidade é Amor vivo; é um ato poderoso e silente de abraçar compassivamente a humanidade com todas as suas dificuldades.

A contemplação espiritual e a meditação em verdades maiores nos fortalecem, trazendo profunda paz aos nossos corações e mentes ao mesmo tempo em que nos impulsionam a encarnar em nossas próprias vidas os exatos valores da fraternidade e da compaixão. Somos instados a sermos úteis para a terra e para a humanidade, mas ao mesmo tempo compreendemos que podemos melhor fazê-lo desde um lugar imperturbável de equanimidade.

É apenas de uma perspectiva espiritual sobre tais aparentes brutalidades que podemos encontrar sentido para nossa jornada humana, para todas as provas e dores, para o mal e a desigualdade. Para todo esse pacote de sofrimentos que parecemos ter subscrito e do qual somos, em maior ou menor grau, parte integrante.

É apenas elevando nossa consciência às alturas espirituais que seremos capazes de, na esteira de todos os grandes mestres espirituais, libertar nossos corações das garras de nossa dor humana e trabalhar firmemente por um mundo melhor, com a compreensão ativa e serena que deriva da Luz espiritual.